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Tipos de Supernovas

A explosão de uma estrela como uma supernova dependerá de vários fatores. É um processo complexo e pode levar a dois resultados finais diferentes, a formação de uma estrela de neutrons ou a formação de um buraco negro. Classificamos as supernovas em duas categorias, de acordo com o resultado final:  

supernova tipo I
em geral ela é o resultado de um processo de acréscimo de matéria sobre uma estrela anã branca participante de um sistema binário de estrelas. Se, em um sistema binário, uma estrela de grande massa passa uma quantidade muito grande de hidrogênio para a superfície de uma estrela anã branca, sua companheira de sistema, pode ocorrer que a anã branca ultrapasse um limite de massa a partir do qual a estrela não é mais estável. Este limite máximo para a massa de uma estrela é o limite de Chandrasekhar. Quando ele é ultrapassado, a estrela não é mais estável, iniciando um processo de colapso gravitacional com incríveis consequências.

supernova tipo II
 este é o processo pelo qual uma estrela de grande massa passa por um estágio final de enorme perda de massa. Neste caso as camadas mais externas são ejetadas durante o processo de colapso da região central e, como resultado final, temos a exposição da região central da estrela. Esta região central é uma estrela super densa conhecida como estrela de neutrons.

Supernovas na nossa Galáxia
Do mesmo modo que as outras galáxias, também na nossa Galáxia temos, a intervalos de tempo irregulares, eventos de supernovas. Se o fenômeno da explosão não é obscurecido demais pela matéria interestelar, este evento pode ser, e tem sido, visto como um fenômeno espetacular a partir da superfície da Terra. Infelizmente (ou felizmente?) nenhum evento de supernova ocorreu em nossa Galáxia desde a invenção do telescópio. A última supernova bem observada foi estudada por Johannes Kepler em 1604.
Fonte:Astronomy.com

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