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Estrela variável

São estrelas que variam de brilho ao longo do tempo, de forma periódica ou não.
A variação de brilho ocorre basicamente por dois motivos:

1) Variações decorrentes de fatores relacionados à própria estrutura física das estrelas, como contrações e expansões de suas camadas mais externas, com o conseqüente aumento e diminuição da superfície irradiadora. Outras estrelas variam de brilho em decorrência de erupções e explosões ocorridas em suas cromosferas. De forma geral, as estrelas que apresentam um destes mecanismos de variabilidade são conhecidas como variáveis intrínsecas.
2) Variações decorrentes de fatores externos à constituição física estelar, como eclipses parciais ou totais ocorridos em sistemas estelares binários ou múltiplos. Uma estrela com grandes manchas em sua cromosfera pode apresentar-se também como variável, à medida que sua rotação axial nos mostra faces com maior ou menor intensidade luminosa. Outras ainda podem se tornar variáveis em função da sua interação com nebulosidades que as circundam. De forma geral, as estrelas que apresentam um destes mecanismos de variabilidade são conhecidas como variáveis extrínsecas.

A rigor, se considerarmos uma estrela qualquer durante toda sua trajetória evolutiva, ela certamente irá variar de luminosidade em pelo menos uma fase de seu ciclo de vida. Sob esta óptica, poderíamos dizer que toda estrela é, foi, ou será variável. No entanto, o conceito mais popular de estrela variável aplica-se apenas à fase observável da estrela ao longo da existência humana.

Historia

Essa variação de luminosidade foi descoberta no século XVI por Tycho Brahe quando da aparição da supernova SN 1572, e a observação do aumento e da diminuição regulares do brilho da estrela Mira (o Cetus) em 1596. Descobriram-se cada vez mais estrelas variáveis à medida que os instrumentos de observação foram sendo aperfeiçoados; atualmente, os catálogos de estrelas, dos quais o mais importante é o General Catalogue of Variable Stars, contêm mais de 40 000 estrelas variáveis ou suspeitas de o serem.

Classificação

O General Catalogue of Variable Stars classifica as estrelas variáveis em seis classes distintas, de acordo com as razões causadoras da variabilidade observada:

·  variáveis eruptivas
·  variáveis pulsantes
·  variáveis rotacionais
·  variáveis cataclísmicas, explosivas, ou do tipo-Nova
·  sistemas binários eclipsantes
·  sistemas binários com fontes intensas de raios-X

Fontes:Wikipedia.org / rea-brasil.org

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