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O que é uma Galáxia

Galáxia NGC 4414

Uma galáxia é um aglomerado de bilhões de estrelas e outros objetos astronômicos (nebulosas de vários tipos, aglomerados estelares, etc.), unidos por forças gravitacionais e girando em torno de um centro de massa comum.

Etimologia

A palavra galáxia deriva do termo grego para a nossa galáxia, galaxias (γαλαξίας), ou kyklos galaktikos, que significa "círculo leitoso", devido à sua aparência no céu. Na mitologia grega, Zeus colocou seu filho concebido com uma mortal, o pequeno Hércules, no seio de Hera enquanto ela dormia, para que, bebendo o leite divino, o garoto se tornasse imortal. Hera acordou enquanto amamentava e notou que estava alimentando um bebê desconhecido: a deusa empurrou o bebê e um jato de seu leite se espalhou pelo céu noturno, produzindo a faixa apagada de luz conhecida como Via Láctea. Na literatura astrônomica, a palavra Galáxia (com letra maiúscula) é usada para se referir à nossa galáxia, em distinção das bilhões de outras galáxias. Quando William Herschel elaborou o seu catálogo de objetos do céu profundo, ele utilizou o nome nebula espiral para objetos como a M31. Quando a verdadeira distância de tais objetos foi compreendida, eles foram reconhecidos como imensos conglomerados de estrelas, sendo denominados universos-ilhas. Entretanto, como o termo universo carregava a ideia de totalidade de tudo que existe, essa expressão caiu em desuso e os objetos acabaram conhecidos como galáxias.

Conhecendo um pouco mais sobre as galáxias

Os astrônomos afirmam que as galáxias se formaram a partir do Big Bang, a grande explosão que deu origem a tudo. Esta explosão ocorre a cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. Após esta grande explosão, as massas foram se agrupando de acordo com a força gravitacional. O planeta Terra e todo sistema solar estão localizados dentro da galáxia chamada de Via Láctea. Nossa galáxia tem o formato de espiral achatada, possuindo cerca de 200 bilhões de estrelas. A Via Láctea possui um diâmetro aproximado de cem mil anos-luz.

Curiosidades:

- Somente três galáxias podem ser vistas a olho nu do nosso planeta. São elas: Andrômeda, Pequena Nuvem e Grande Nuvem.
- Muitas galáxias não podem ser vistas pelos telescópios. Isto ocorre pois elas são formadas por matéria escura (sem luz).

Fonte: Wikipédia / minha pesquisa

História das galáxias

Observemos a história das galáxias na astronomia.

  1. Os gregos cunharam o termo "galaxies kuklos", ou "círculo leitoso", como forma de descrever a Via Láctea. Ela era uma tênue faixa de luz, mas não se fazia idéia do que ela era composta. Quando Galileu estudou a Via Láctea com o primeiro telescópio, determinou que ela era composta de numerosas estrelas.
  2. Há séculos sabemos que o nosso sistema solar se localiza dentro da Via Láctea, pois ela nos cerca. Podemos vê-la ao longo do ano em todos os quadrantes do céu, mas, no inverno do hemisfério sul e no verão do hemisfério norte, ela brilha mais, porque é nesse momento que se pode contemplar a porção central da galáxia. No entanto, para astrônomos do século 18 e períodos anteriores, não estava claro que a Via Láctea fosse uma galáxia, e não apenas uma distribuição de estrelas.
    1. No fim do século 18, os astrônomos William e Caroline Herschel mapearam as distâncias para estrelas em muitas direções. Eles determinaram que a Via Láctea era uma nuvem de estrelas em formato de disco e que o Sol ficava perto de seu centro.
    1. Em 1781, Charles Messier catalogou diversas nebulosas (manchas de luz esmaecida) em todo o firmamento e classificou diversas delas como nebulosas espirais.
    1. No começo do século 20, o astrônomo Harlow Shapley mediu as distribuições e as posições dos aglomerados estelares globulares. Ele determinou que o centro da Via Láctea ficava a cerca de 28 mil anos-luz da Terra, perto das constelações de Sagitário e Escorpião, e que tinha a forma de um bojo e não de uma superfície plana.
    1. Mais tarde, Shapley argumentou que as nebulosas espirais descobertas por Messier eram "universos-ilha", ou galáxias (retendo a terminologia grega). Mas outro astrônomo, chamado Heber Curtis, argumentava que as nebulosas espirais eram simplesmente parte da Via Láctea. O debate continuou por anos, porque os astrônomos precisavam de telescópios maiores e mais poderosos para resolver os detalhes.
    1. Em 1924, Edwin Hubble resolveu a questão. Usou um grande telescópio (com diâmetro de 100 polegadas, maior do que os disponíveis para Shapely e Curtis) instalado em Mount Wilson, na Califórnia, e descobriu que as nebulosas em espiral tinham estruturas e estrelas, conhecidas como variáveis Cefeidas, semelhantes às da Via Láctea (essas estrelas mudam de brilho regularmente e a luminosidade que exibem está diretamente relacionada ao período em que estiverem em seu ciclo de brilho). Hubble usou as curvas de luz das variáveis Cefeidas para medir a distância entre elas e a Terra, e constatou que estavam muito mais longe que os limites conhecidos da Via Láctea. Portanto, essas nebulosas espirais eram de fato outras galáxias localizadas fora da nossa.Fonte: http://www.hsw.uol.com.br/

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